Estudantes Africanos

As origens do ISU

Da iniciativa de um grupo de jovens universitários que se foi progressivamente alargando, nasceu em 1989 o Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária. Surgiu para apoiar colegas africanos estudantes nas Universidades em Lisboa, para dar a conhecer e valorizar as suas culturas e facilitar a vivência de uma “experiência associativa” enriquecedora, de crescimento pessoal e social, partilhando valores humanos de integração, tolerância e interculturalidade.

O ISU surgiu de forma genuína, inicialmente pouco estruturado, sem ter escrito os contornos dos seus objectivos e tipo de actividades, o que veio a ser uma das suas principais riquezas. Assume-se como uma organização em permanente construção e sempre disponível a uma readaptação à realidade onde se vê envolvido e às pessoas que a cada momento partilham a sua forma de estar.

A partir de uma motivação profunda do seu fundador e actual presidente, António José Sarmento, que no seu caso resultava da sua experiência de vida e de percurso cristão, o ISU foi-se definindo com espírito de abertura e de compromisso acolhendo a participação de todos as pessoas (mesmo as que não conheçam Deus), acreditando profundamente na dignidade e igualdade de todos os homens. Algumas pessoas, pela sua sintonia de ideais e pela oportunidade de colaboração foram particularmente determinantes na construção da matriz de princípios e objectivos do ISU: a Maria Leitão, a Maria Góis, o Manuel Alberto Graça, hoje padre e na África do Sul, o Joãozinho Ié, o Franklim e o Bubacar Ly, o Luís Gameiro, e nos últimos dez anos a Alexandra Santos e a Mónica Azevedo.

  

Os primeiros anos e o nascimento do Gabinete de Apoio ao Estudante

De 1989 a 1992, o principal objectivo do ISU foi a criação de uma rede de voluntários responsável pelo apoio e acompanhamento de estudantes africanos na sua integração em Portugal, ao nível universitário e académico, de saúde e de habitação, ao mesmo tempo que desenvolveu um modelo intercultural de valorização e troca entre as culturas presentes (Palop’s e Macau), o que estimulava o conhecimento e fortalecimento das raízes culturais. Foi um período rico na organização de iniciativas recreativas como excursões, festejos e diversos programas culturais, que permitiam fortalecer essa interacção e facilitar a integração dos estudantes africanos em Portugal.

                                                                                                                                 

 Nos anos que se seguiram até 1996, o ISU começou a estruturar a sua intervenção e promoveu diversas acções, como é o caso do Curso de Introdução à Universidade para Estudantes Africanos, o Curso para Dirigentes Associativos que veio a evoluir para o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Associativo (ADA), o apoio aos estudantes macaenses em Portugal por solicitação das entidades governamentais e o Programa de Apoio ao Regresso de Estudantes Africanos aos seus países de origem.

Excursão a Évora com Estudantes Africanos

Neste período o ISU, participou ainda na organização do Encontro Nacional da Juventude (1994), realizou o Congresso dos Estudantes de Língua Portuguesa (1995) e o XXIX Congresso Universitário Internacional “Comunicar: Aprender a Viver”, em Roma (1996).

 

O Gabinete de Apoio ao Estudante (GAE), além do atendimento e acompanhamento de estudantes e associações de estudantes africanos, continua a organizar Encontros e Cursos vários, como são exemplo o III Encontro Português de Estudantes Universitários – Fase Nacional do XXXI Congresso Universitário Internacional UNIV’98 em parceria com a Pro Dignitate, Massimo Dutti e IPJ sob o tema “Direitos Humanos, 50 anos depois?”, o 1º Encontro Nacional de Estudantes Lusófonos (2002), o Curso de Formação de Gestores Associativos e encontros de estudantes lusófonos. Promoveu também o Projecto OTL de longa duração com o apoio do IPJ, no qual os estudantes puderam apoiar as actividades a decorrer no Bairro da Quinta Grande. Em 2000, desenvolve um Projecto de Formação Intercultural intitulado “Parceria para o Desenvolvimento” que, em conjunto com o CIDAC, a APAI e a AGUIPA, inicia o ISU nas áreas da Educação não Formal, da Interculturalidade e da Educação para o Desenvolvimento e vem posteriormente dar origem às acções de formação na área do Voluntariado.

  Formação “Parceria para o Desenvolvimento” – 1999

O GAE promove em 2004 a Exposição de Fotografia “África em Lisboa”, em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa, a RDP África e o Movimento de Expressão Fotográfica, e em 2007 passa a ser promotor de uma UNIVA – Unidade de Inserção na Vida Activa – para dar apoio à integração profissional dos jovens africanos, em Portugal ou nos seus países de origem. È a partir desta altura que se começa a verificar os resultados do regresso de muitos estudantes aos seus países de origem, através das ligações que estes fazem a partir das suas funções profissionais ao ISU, solicitando a integração de outros estudantes, propondo projectos de cooperação ao ISU nas suas localidades de origem ou sendo, muitas vezes quem acolhe os voluntários do NDM quando estes estão na Guiné ou em Cabo Verde.

Já em 2007 e 2008, o GAE organiza o Dia de Acolhimento ao Estudante Estrangeiro em Portugal em parceria com o ACIDI e com as Associações de Estudantes da Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, Angola e Timor-Leste. Realiza ainda de o I Mundialito de Futebol de Praia Estudantil que decorreu em Maio de 2008, em parceria com as Associações de Estudantes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique.

 Dia de Acolhimento ao Estudante Estrangeiro – 2008 

Seminário Trabalho com Refugiados Berlim – 2007

 

Colaboradores: Rita Leote e Paula Pedro (gae@isu.pt)

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