Testemunhos

Temos dito que desde o início tínhamos pensado o ISU ligado ao acompanhamento dos estudantes africanos em Portugal. È verdade, e correspondeu ao que imediatamente, logo que se regressou da primeira actividade formal do ISU (o Campo de Trabalho em S. Tomé e Príncipe) se começou a fazer; mas podia perfeitamente ter ido por outros caminhos de voluntariado, se esse não se tivesse demonstrado tão urgente, importante e útil. É curioso que é precisamente dessa altura também o trabalho voluntário, aos sábados de manhã, de arranjos e reconstrução de casas do bairro de lata que havia junto do bairro da Cruz Vermelha, que eu conhecia bem porque precisamente, desde logo que cheguei a Lisboa, colaborei numa catequese que dávamos na escola do Bairro, para imensa miudagem, com quem fazíamos também futebol e excursões. Lembro-me que a maior parte das intervenções que fazíamos eram precisamente na zona do bairro “de cima”, como dizíamos, onde mais tarde tivemos tanta intervenção.”   António José Sarmento

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Como surgiu o ISU? De que vontades? De que princípios?

Como já expliquei, as pessoas que se foram juntando ao projecto foram aquelas que o foram progressivamente definindo com mais clareza. Ao nunca se ter escrito definitivamente os contornos dos nossos objectivos e tipo de actividades ou intervenção, o ISU veio a ser uma entidade em construção e sempre disponível a uma adaptação à realidade onde se visse envolvida. Para além do presidente, ressalta-se a intervenção de algumas pessoas, que pela sua sintonia de ideais e pela oportunidade de colaboração foram particularmente determinantes na construção da matriz de princípios e objectivos do ISU: a Maria Leitão, a Maria Gois, o Manuel Albº Graça, hoje padre e na África do Sul, o Joãozinho Ié, o Franklim e o Bubacar Ly, o Luís Gameiro, e mais recentemente a Alexandra Santos e a Mónica Azevedo.

Ressalve-se uma motivação profunda que sempre esteve presente com clareza, mesmo que não fosse partilhada por todos: da minha experiência de vida e percurso cristão, fui aprendendo (e procurando viver) a realidade de que todos os homens são iguais e preciosos diante de Deus, e que nesta particular e pessoal ligação de cada um com Aquele que lhe dá o seu sentido único e profundo (mesmo que não o conheça), radica a razão profunda da dignidade e igualdade de todos os homens. Decorre daí a responsabilidade que todos têm por todos, responsabilidade inalienável, sem limites definidos, mas antes de mais indicados pela circunstância de vida de cada um e pela circunstancialidade dos que o rodeiam: por isso a realidade concreta onde vivemos nos deve interpelar todos os homens, para em concreto, cada um exercitar a sua responsabilidade e consciência de instrumento desse plano.

Ora quando trabalhamos com gente que não tem a mesma fé – a razão “a priori” daquilo que faço e como o faço – mas que trabalha tão bem ou melhor do que eu na preocupação verdadeira (não paternalista, ou para salvar a sua consciência, nem para iludir os seus problemas pessoais, mas por entrega verdadeira por aqueles com quem se relaciona) pelos outros, não há dúvida que nos encontramos bem perto, e que pode ser fantástico para ambos aprofundar nas razões profundas pelas quais fazemos o que fazemos.

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Segunda ressalva: a variedade e – pudéssemos dizer, riqueza – do meu percurso pessoal de vida, gratificante mas especialmente fundamental para a minha construção como pessoa, levou-me a querer proporcionar ao maior número de pessoas possível experiências como as que vivi, acreditando na transcendência dessas actividades na sua formação como pessoas e cidadãos: a experiência de bastantes anos a colaborar, promover e a gastar tempo em actividades de serviço aos outros, de desporto saudável e procurando um convívio franco e são, do esforço de promover momentos de encontro e camaradagem com tanta gente (as catequeses, visitas e actividades de férias em bairros “terríveis” ainda no Porto, a responsabilidade, desde novo, de ocupar primos, amigos e os grupos de miúdos em Lisboa); a espeleologia e o clube de investigação aplicada, ainda no liceu; o rugby, desde miúdo, com as suas saídas e grupos estupendos; a intervenção e formação política desde antes do 25 de Abril, ainda no Colégio Francês, a intervenção política e associativa no Liceu, o partido que fundei, nos meus tempos maoistas; as excursões sem fim por todo o país, a pé, de bicicleta, até de mota; as experiências de voluntariado, desde cedo, com deficientes, crianças, ou na Casa do Gaiato; o acompanhamento de casos familiares de insucesso escolar e o contacto desde cedo com essa realidade; a vida no campo em todas as férias, os primeiros amores tão simples, próprios e tão significativos; o trabalho, já em Lisboa, na Curraleira e na Cruz Vermelha; o trabalho com os deficientes profundos; a organização dos UNIV, viagens ao estrangeiro, as Jornadas da Juventude com o Papa – 5 ou 6!- , a Polónia!… A compatibilização da universidade trabalho para ganhar uns tostões, mais tarde o ambiente todo da luta pela Vida, as visitas a todos os sítios onde tinha alguma vez sonhado ir…

 E tanta gente fantástica que me ensinou tanta coisa, na sua amizade, em todos esses anos…

… Tudo isso, dizia, não era para mim, seria para fazer com que outros aproveitassem ao fazer o mesmo que eu fiz, ou semelhante, para que o aproveitassem, dizia, tanto como presumia ter aproveitado, e pouco terá sido, apesar de tudo.

49 respostas

2 11 2009
Nacho Soriano Díaz

No primeiro lugar, peço disculpa por escrever em espanhol, mais o meu portugues nao é tao bom como para expressar tudos os meus sentimentos…

“Para un extranjero, cualquier extranjero, encontrar un lugar donde sentir la calidez y la acogida del país donde se encuentra es siempre un privilegio. Yo encontré ese lugar en el ISU, un sitio donde hice mis mejores amigos portugueses y donde me sentí, aunque fuera brevemente, parte de algo.

Guardo muy buenos recuerdos de mi voluntariado en el Centro de Acogida de Tercena, de la formación para el proyecto “No Djunta Mon”, y por supuesto, del propio proyecto en Cabo Verde. Aún hoy en día, siete años después, sigue siendo una de las experiencias más intensas que he tenido en mi vida…

Siento un profundo agradecimiento al ISU por el acogimiento, la confianza, la calidez y la amistad que me demostraron desde el primer día. Me hicieron sentir un poco menos solo y un poco más necesario.

Natcho Diaz
Voluntário espanhol do NDM em Cabo Verde em 2002

Mis sinceras felicitaciones por estos 20 años, y mis mejores deseos para el futuro… Tenéis un amigo en Madrid.”

Uma forte abraçada,

Nacho

2 11 2009
Luis Miguel

O isu,grande instituição todas as palavras vão ser poucas para descrever o bem que tanto fazem,marcaram a minha juventude e da grande parte dos meus amigos,isso tudo para tambem dizer que deram valores,valores esses que hoje fazem de nos,bons pais e homens. Espero que que possam crescer ainda mais,como orientação de chegar ao maior numero de jovens. As sociadades precisam do isu.

2 11 2009
Ana Filipa Flores

O ISU é um sorriso rasgado que desponta no coração cada vez que o soletramos. O ISU é uma escola de vida, uma referência para todos os que por lá passaram e que aprenderam o que é ser-se pessoa e, mais tarde, gente com profissão. O ISU é ferramenta, experimentação, horizonte, sonho, … é tudo isto. No ISU aprendi a partilhar, a ouvir e a trabalhar. Na minha vida profissional passei por muitos sítios, curiosamente é o ISU que eu evoco quando penso que sei trabalhar em grupo, que tenho abertura de espírito, sentido crítico, e toda uma série de competências que são um luxo ou um achado em outras instituições e que, nesta casa, é tão natural!

Ana Filipa Flores
Voluntária do NDM 1999-2002
Formadora do NDM e CFV 2000-2005
Colaboradora da Exposição “Actuar p/Transformar” 2001

2 11 2009
Omarildo Silva

Oh ISU! Quando te conheci eras apenas uma criança com 10 anos. E nessa altura fizeste tanto por mim, que hoje dou por mim a pensar, “se não fosse esta criança sobredotado eu não seria o que sou hoje”. Espero que nunca te canses de fazer bem e que seja, sempre, um instrumento de amor nas tuas mãos.
Como jovem de 20 anos, desejo-te muita saúde para que possas continuar a auxiliar a todos aqueles que precisarem de ti.

Estive no ISU entre 1999 e 2004, beneficiei de isenção de propinas durante a minha licenciatura na Universidade Lusíada (2000-2004), participei numa visita guiada a cidade de Lisboa (1999), participei na festa de “Magusto” na cidade de Évora, mas já não me lembro se foi no ano 2000 (deve estar nos registos do ISU), participei em todas as viagens patrocinadas pela ISU a cidade da Covilhã entre 1999 e 2003, participei na viagem a pousada de juventude de São Pedro do Sul, mas já não me lembro em que âmbito e em que ano foi (se estiverem registados, agradeço que verifiques), tive formação para voluntariado em 2002 e para terminar, participei no programa “Nós” da RTP no qual dei o meu testemunho sobre o trabalho do ISU e a sua importância na vida dos “palopianos” em Portugal. Estive a trabalhar na CGD durante 4 anos e meio, agora estou a terminar o mestrado em Desenvolvimento e Cooperação Internacional no ISEG e estou a colaborar com a Amnistia Internacional no projecto “Face To Face”.

Abraço,
Omar
Estudante e voluntário do GAE 1999-2004

3 11 2009
Joana

Para mim o ISU foi o trampolim para uma das melhores experiências da minha vida. Conheci pessoas inesquecíveis e vivi vários meses de aprendizagens e enriquecimento pessoal que lembro com muita frequência. Com bons profissionais, uma grande qualidade no trabalho desenvolvido e sobretudo uma postura no terreno muito adequada e inteligente.
Parabéns a todos e obrigada

Joana Brandão
Voluntária do NDM em Cabo Verde em 2000

21 11 2009
Carla Matos

Olá Joana, plo teu nome julgo seres aquela companheira da viagem incomparável e delirante a Cabo Verde – Assomada. Infelizmente a minha saúde não permitiu continuar a missão, que me entreguei desde o início que conheci o ISU, mas que também me marcou muito. Se marcou!!

Actualmente já não tenho idade, nem disponibilidade profissional pa integrar um projecto do ISU, grande Organização constituida por PESSOAS GRANDES que nunca irei esquecer. De facto é daquelas oportunidades que temos nas nossas vidas que nos permite crescer e sentir o verdadeiro sentido das palavras como solidariedade, tolerância e principalmente respeito pelo próximo.

Espero que estejas bem e se ainda contactares alguém do grupo envia um obrigada do tamanho do mundo.

Beijo grande
Carla Matos
Voluntária NDM em Cabo Verde 2000

3 11 2009
Fátima Amorim

Pediram-me para fazer uma pequena filmagem acerca do que é o ISU para mim… não fui capaz de o fazer… e vocês perguntam. Porque? Se já pertenço a esta “casa “ há 9 anos, desde 2001…

Porque se calhar existem coisas, sentimentos, que jamais conseguiria transmitir ou fazer passar para uma câmara…

Sou uma voluntária, comecei o meu percurso no ISU em 2001, em Viana do Castelo. Na altura ainda aluna do 2º ano do curso de Licenciatura em Professores do Ensino Básico. Já era voluntaria da Cruz Vermelha desde os meus 13 anos, e quando ouvi falar pela primeira vez do ISU era que existia uma organização que poderia me abrir portas para realizar um projecto em África, na Guiné Bissau… nem eu saberia quanto isso iria transformar a minha vida, e mesmo passados tempos após este primeiro regresso, as palavras faltavam.

Fiz o Curso de Formação Geral para o Voluntariado, frequentei a formação específica e foi seleccionada para integrar o primeiro projecto Nô Djunta Mon de Viana do Castelo. Lembro-me do quanto o Curso de Formação Geral mexeu comigo, tudo era confuso, as minhas certezas de até então 8 anos de voluntariado deixaram de existir… era uma formanda calada, praticamente ninguém me ouvia falar e quando o fazia era porque me perguntavam. Mas como referi tudo aquilo me parecia confuso, no entanto, após esta formação pude compreender o quanto fazia sentido… No projecto, éramos 7 voluntários e o medo, as incertezas, o peso da responsabilidade tudo pesava antes da partida. Lembro-me da curiosidade que sentia, e que por mais preparação que tivesse tido, quando pus os pés naquela terra que considero a minha segunda casa disse “nunca se está preparado para África, só sentindo…”. Fiz 2 meses de projecto e quando regressei soube que algo tinha mudado, contudo eram sentimentos tão diferentes, que não conseguia transmitir. Lembro-me que me perguntavam: Como foi? Gostas-te? E também me lembro do meu silêncio…

No entanto, sabia que não poderia deixar passar e deixar de proporcionar com que outras pessoas também o pudessem viver e fazer. Não realizar uma experiência como a minha, mas a sua própria experiência. Com o ISU aprendi que nunca devemos ficar indiferentes ao mundo. Cabe-nos a nós exercer o nosso dever daquilo a que designamos cidadania, é nosso dever, e nosso direito…

E foi assim que nasceu o ISU-Viana, nasceu de uma vontade de passar o nosso testemunho, de poder ver crescer alguém, de poder partilhar com alguém, de saber que no voluntariado nunca estamos sozinhos…
O que fiz pelo ISU? O que o ISU fez por mim? Duas únicas palavras: Crescimento e Partilha. Senti-me crescer e senti ver crescer. Após o meu regresso da Guiné-bissau e passados meses pude finalmente ver o que aquele país, com recursos escassos, mas com uma riqueza humana tão grande fez por mim. Passado esse tempo já sabia o que é a Guiné, são as pessoas, é a partilha e a sensação que apesar de longe de casa estamos perto, a sensação que temos sempre alguém ao nosso lado.

No ISU aprendi a me tornar mais paciente, a não ficar indiferente às injustiças, aprendi a lutar por aquilo que é hoje a nossa missão. Acredito no que faço enquanto voluntária, acredito que quando QUEREMOS E CREMOS o impossível não existe… acredito na força do que é ser voluntário. O que eu fiz pelo ISU? Simplesmente fui eu… mantive-me voluntária nas mais diversas acções e projectos que caracterizam a nossa instituição. Voltei à Guiné-bissau em 2004 e em 2006, altura em que tive que mudar para Viseu. Sim, porque até na minha profissão o ISU esteve presente através da força do acreditar e de nunca desistir. Aprendi a lutar por aquilo que acredito, e foi assim que vim parar e realizar o meu maior sonho – o de ser enfermeira.

Quando vim para Viseu, deixei Viana do Castelo e com ela, o ISU-Viana. Conheci a cidade e logo me apaixonei por este cantinho sedeado no interior de Portugal… Contudo parecia que parte de mim não existia, parecia que não era eu e logo percebi o porque…Ser voluntária é a minha forma de estar no mundo, de viver… Voltei a ser aquela pessoa que o ISU ajudou a crescer, tornei-me observadora da minha nova realidade e então vi, fazia sentido existir um ISU-Viseu. Um ISU que luta pela igualdade de oportunidades, pela equidade, pelo sentido de justiça, pela dignidade da pessoa humana… Aos poucos foi falando da minha organização aos meus colegas então estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em enfermagem. Vindos do 12 ano, eram novos, mas identificaram-se com esta nossa forma de actuar. Foi então que 9 voluntários começaram a fazer as reuniões e foi assim que nasceu o ISU-Viseu.

Nasceu de uma vontade conjunta, de um dever de cidadania, de um sentimento da luta contra a indiferença. Em Abril de 2006, já éramos um núcleo, tínhamos uma sede na Escola Superior de Saúde de Viseu, local onde ainda hoje estamos.

E pouco a pouco os 9 voluntários foram passando a palavra, foram crescendo. Pouco a pouco estes voluntários deram origem nestes 4 anos de existência do ISU-Viseu aos actuais 29. A nossa parceria com a escola ficou mais estável e alargou ao Instituto Politécnico de Viseu e ao Instituto Português da Juventude. As iniciais acções de sensibilização em prol do voluntariado tomaram forma de projectos continuados e sustentados no tempo quer em Viseu quer em Cabo Verde, local onde se realiza desde 2008 o Projecto “Nô Djunta Mon”.

O que sou hoje? Uma voluntária do ISU que nasceu e cresceu nos núcleos de Viana do Castelo e Viseu. Alguém que acredita na filosofia daquela que considero a minha organização. Alguém que simplesmente não consegue ficar indiferente face ao mundo… sou mais alguém, mas tenho orgulho de pertencer onde pertenço, nasci, cresci, partilhei, sorri, ultrapassei problemas e dificuldades, mas sobretudo VIVI.

A todos aqueles que são como eu voluntários somente quero dizer algo que foi um dos primeiros lemas que aprendi no ISU – Podemos nascer com o bichinho para o voluntariado, mas se este não for ensinado a caminhar, não for alimentado e não souber partilhar, ele morre… no ISU este bichinho cresce diariamente com o partilhar e com a união de quem sabe que nunca está sozinho…

Fátima Amorim
2001 – 2009 Voluntária do ISU e Coordenadora do ISU-Viseu

5 11 2009
Daniel Rodrigues

Em primeiro lugar congratulo-me com o facto de deixar o meu testemunho a seguir ao da pessoa que foi responsável pela minha ligação ao ISU, a Fátima Amorim, agradeço-lhe muito por isso.

Seguidamente, e espero em breves palavras, testemunho o ISU, contextualizando primeiramente o meu percurso de vida. Desde cedo, por valores familiares, estou ligado ao voluntariado nos bombeiros e devo a esse facto muitas das minhas preocupações sociais, foi aí que me empenhei em fazer algo que satisfizesse a necessidade de alguém. Aí aprendi a dar em prejuízo próprio sabendo que a satisfação da pessoa que ajudei seria, ela própria, um lucro inigualável.
Daí até ao ISU foi um passo, e esse passo foi, única e simplesmente, o facto de ter ingressado na licenciatura em Enfermagem, um sonho adquirido nos Bombeiros. Durante a licenciatura eis que surge a Fátima e implementa o ISU. Curioso, participo nas formações de voluntariado, não encaixei à primeira, encaixei à segunda, volto para a formação específica e o futuro trazia-me a oportunidade do ‘No Djunta Mon’.
O ‘No Djunta Mon’ foi o ponto alto (e custa-me inferiorizar momentos passados ao serviço dos bombeiros) da minha vida quanto ao relacionamento com as pessoas, a percepção de desigualdades, a obrigação de lutarmos por uma sociedade melhor e mais justa. Foi um projecto que me mudou, quando digo isto não significa que tenha mudado a minha personalidade, mas mudou algo mais importante. O projecto ‘No Djunta Mon’ abre-nos um mundo de questões. Questões que nos levam ao interesse por toda a injustiça no mundo, foi de lá que trouxe um espírito inconformado que me faz actuar sempre que possível na redução das injustiças e desigualdades sociais.
Chegados a Portugal, não baixamos os braços, o ISU-Viseu continua em força e espero que por muito tempo.

Não consigo em palavras descrever tudo o que já me passou pela cabeça ao escrever este testemunho. Posso sinteticamente dizer que o ISU contribuiu para o meu espírito crítico, para a minha iniciativa, para as minhas actuais preocupações sociais, para o alargamento de horizontes, para o meu crescimento pessoal… enfim, desencadeou muitas capacidades que poderiam tardar ou nunca adquirir.

Sinto que este testemunho estará sempre inacabado por mais que me expresse.

Daniel Rodrigues
Voluntário do ISU-Viseu

5 11 2009
Amadeu Oliveira

MUITO OBRIGADO POR TUDO QUE FIZERAM POR MIM E AS OPORTUNIDADES QUE ME FORAM PROPORCIONADAS ENTRE 1992 à 1997. MUITO DO POUCO QUE CONHECI DE PORTUGAL, DA SUA HISTÓRIA, DA SUAS GENTES, DAS SUAS TRADICÇÕES, FOI PELAS MÃOS DO ISU. SE NÃO TIVESSE TIDO A SORTE DE CONHECER ESSA INSTITUIÇÃO O NUNCA TERIA TIDO O CONHECIMENTO QUE HOJE TENHO DESSE IMENSO PORTUGAL. NA VERDADE, TRATA-SE DE UMA PONTE HUMANA E HUMANÍSTICA, UMA PONTE CULTURAL, UMA PONTE CIVILIZACIONAL, UMA PONTE HISTÓRICA ENTRE PORTUGAL E OS PALOP´S.

A UTILIDADE DO ISU NÃO SE RESUME ÀS AULAS SUPLEMENTARES, AOS PASSEIOS A BEIRA RIO, VAI PARA ALÉM DA GEOGRAFIA E DO MERAMENTE ACADÉMICO, VAI À ALMA E AS GENTES DE AMBOS OS LADOS, NUMA RELAÇÃO DE PARCERIA E SENERGIA, GENEROSA E AMIGA, DESINTERESSADA TANTO QUANTO PROVEITOSA.

TER SIDO ACOLHIDO NO SEIO DO ISU, FOI PARA MIM UMA ABENÇA DE DEUS.

AGRADECIMENTOS MIL.

AMADEU OLIVEIRA – CABO VERDE

5 11 2009
rita

Obrigada ISU pela oportunidade de partir em SVE!
foi uma das mais belas experiencias da minha vida :)
Obrigada pela formaçao, pelo apoio, pelo sonho que comanda a vida
Long live ISU!
Mais projectos mais mais mais!
beijo de Paris

Rita

8 11 2009
Anabela e Rui Correia

Olá, fui voluntária, juntamente com o meu marido, no ano de 1995 num campo de trabalho em Moçambique, fomos cerca de 23 alunos do ensino superior para Maputo, Catembe e Xai-xai. Estivemos com o Padre Nelson na paroquia de Nossa Senhora das Vitórias e o padre José em Catembe
Foi uma das experiências mais gratificantes da minha vida e nunca tive oprtunidade de vos agradecer. Fez-me crescer como pessoa.
Quero inscrever-me na vossa comemoração dos 20 anos.
Atenciosamente

Anabela e Rui Correia
Voluntária em Moçambique 1995

9 11 2009
Sara Peres Dias

Parabéns ISU e todos os que dando de si ao longo dos anos construíram esta ideia materializada de ONG participada, construtiva e de portas abertas para ser espaço de criação para todos os que aqui passaram e passam!
Parabéns aos técnicos que dentro de paredes e fora continuam diariamente a fazer valer o ISU e a contribuir para a sua renovação e crescimento e a serem os rostos permanentes que recebem quem chega de novo!
Da experiência passada no ISU guardo amigos grandes para a vida – amigos de construcção para o mundo e de construcção de si mesmos, guardo experiência em projecto que me fez crescer tanto e tudo o que aprendi e partilhei aqui em Portugal, em Lisboa, na Travessa do Possolo, entre risadas, conversas longas, pensar projectos e sonhos e ideias de consrucção, actividades umas maiores outras mais pequenas, gente de passagem e gente que fica e às vezes algumas angústias e dores de crescimento. E foi tanto que aprendi, sobre ser profissional, sobre pensar o mundo e as desigualdades, sobre ser activo e construtor, sobre ser-se uma referência positiva na sociedade!
Tudo isto guardo e foi-me despertado pelo ISU pelo processo de descoberta e continuidade. Nos próximos vinte anos espero que o ISU cresça mais, que se mantenha fresco e aberto à sociedade e que nós que fomos marcados pela experiência aqui passada possamos contribuir com um bocadinho do que temos para que se continue a fazer a diferença!
Beijos, abraços e saudades a todos “isuítas” por aí!!Vemo-nos dia 21 :)

Sara Peres Dias
Voluntária do NDM 2007
Estagiária do GC em 2008
Voluntária da Formação 2007-2009

10 11 2009
Bubacar Ly

ISU – INSTITUTO: Há lugar para todos
No ano lectivo 1989/90, matriculei no 12º ano, na Escola Secundária Pedro Nunes, sem bolsa de estudo. Baio N´Rock, cidadão guineense, foi a primeira pessoa a falar-me do ISU. Ainda lembro ao preencher a ficha de inscrição na sede do ISU, sita na Av. do Brasil. Fiz uma pausa porque havia um campo para indicar a Religião e acabei por escrever MUÇULMANO! Findo o ano escolar, o ISU, arranjou-me emprego no Fomento (Colégio Planalto).
ISU – SOLIDARIEDADE: Respeito
Participei em muitas acções promovidas pelo ISU, mas quero destacar uma participação em particular, em 1990, no Centro de Deficientes em Fátima.
ISU – COOPERAÇÃO: No interesse dos Associados
Destaco o papel despenhado pelo ISU, junto ao OIKOS – ONG Portuguesa e a Fundação Maria Antónia Barreiros.
ISU – UNIVERSAL: Família
Muito obrigado, Baio N´Rock, Mafalda Noronha, TéTé, Joãosinho, Luís Gameiro, Franklin, Padre Hugo de Azevedo, Pedro Gil, Sr Lino Bicari, Maria Góis, Luísa, Padre Graça, Rita Rosário, Dona Teresa, Padre Cardigos, Sr Moisés, Sr David Valente e BéBé. A Família ISU é grande, por isso, não posso citar todos os nomes.
Agradeço a Deus e a todas pessoas que contribuiram para manter este projecto vivo. Para terminar cito a seguinte frase: HAJARAMA TóZé! (na minha língua materna significa Obrigado Tózé).

Ly
Estudante acompanhado pelo ISU 1989

11 11 2009
Roberto Mendes

Ola a todos!

Sou Roberto Mendes guineense, estudante de direito na Faculdade do Direito do Porto.

Como muitos outros, também tive esse maravilhosa benevolência ajuda do ISU, para poder ter uma formação, e um dia dar o meu contributo, também aonde for necessário.

Serei suspeito, falar do ISU, ou melhor do pessoal que lutam para uma causa sem dúvidarem dos frutos que poderá dar no futuro. São gente, mas sobretudo gente que tem um olhar diferente, gente que percebe aonde falta o sal para temperar a comida. A comida essa, que é o ser solidário, para com os outros.

É claro que eles, por vezes, nem percebem do quanto fazem numa única gota da água, fazerem ressuscitar a esperança, dos muitos que nuncas mais sonharam em um dia poder ver o sol a brilhar.

Não tenho jeito para as palavras bonitas, mas uma coisa vos quero dizer a todos que abraçaram essa causa, o meu muito obrigado em nome dos que não tiveram a possibilidade de expressar o mesmo e que sei quanto eles vos é grato!

Roberto de ( Canchungo)
Apoiou os projectos NDM em Canchungo
Estudante apoiado pelo GAE
Voluntário do ISU-Gaia

11 11 2009
Daniela Gelso

…apartamento em Lisboa, curso de língua portuguesa, material sobre os PALOP’s e muitos novos amigos: foi isto que o ISU me ajudou a buscar durante os dois meses que passei em Portugal em 2005, à vigília da minha partida rumo à Guiné-Bissau.
O projecto no qual trabalhei no arquipélago dos Bijagós, fundado na parceria com o ISU, permitiu-me entrar novamente em contacto com este instituto em 2007 e 2008: de facto, tive a sorte de colaborar com os voluntários do “No djunta mon” em Bubaque, ajudando-os a coordenar as actividades e partilhando com eles entusiasmos e desafios.
Uma experiência realmente preciosa, da qual conservo muito boas lembranças!!!
Que seja um bom encontro para todos os amigos do ISU!

Daniela
(voluntária italiana, agora no Burundi como cooperante)

12 11 2009
Luís Pedro Serra

Dos 3 anos que vivi no ISU distingo 3 palavras para descrever a experiência: solidariedade, esperança e resiliência.
Existe uma inevitável interdependência no significado das palavras e a intervenção do próprio ISU.
A solidariedade é uma das características mais evidente presente no olhar dos voluntários/colaboradores, que entre o desejo de transformação e a esperança se movem com uma crença e determinação que as frustrações diárias não deitam por terra todos os esforços e energia depositados nas suas acções. Colocar-se no “olhar do outro” para observar a realidade e a si próprio é um exercício doloroso e muito trabalhoso. Mas apenas assim se permite despertar para a natureza da dignidade a que todos os seres humanos devem ter direito.
Mas então o que move todos os voluntários? A esperança, a esperança de poder contribuir para a melhoria das condições de vida dos menos privilegiados, a esperança que se deseja ver nos olhos daqueles a quem a sorte nem sempre bafeja. E esta esperança, como se reproduz? Como se consegue manter a esperança quando confrontados diariamente com uma imensidão de frustrações e dificuldades?
Ser capaz de se permitir arriscar na relação, e em si próprio, para se ultrapassar e considerar um amanhã melhor sempre, é uma luta constante com a qual os voluntários/colaboradores se deparam diariamente.
Esta capacidade de acreditar nas suas possibilidades e nas capacidades da população, e de como este encontro produzirá efeitos positivos, é a força que mantém presente o gosto e desejo de participar em tão digna intervenção que o ISU propõe a todos os que pretendem colaborar.
Fazer muito com pouco foi sempre uma tarefa tão difícil como presente na intervenção realizada na Alta de Lisboa, o que não constituiu um problema mas sim uma oportunidade, pois permitiu uma maior proximidade entre as equipas e a população, obrigando a mesma a ter uma intervenção mais activa e responsabilizada em toda a acção dirigida à sua comunidade.
Fica assim presente de um modo mais evidente o papel que a solidariedade, esperança e resiliência têm na intervenção que se propõe produzir, reproduzindo-se também na própria esperança das populações e a sua capacidade em tolerar as dificuldades e projectar-se num futuro melhor, de um modo mais eficaz e consciente.

A todos um grande bem-haja e um voto de FELICIDADES para o ISU.

Luis Pedro Serra
Coordenador do Projecto Escolhas no ISU Lisboa 2005-2008

13 11 2009
Joana Goçalves

Há tanto tempo que queria dar o meu testemunho, depois começo a pensar…o que escrever? O que é o ISU para mim? Pois bem, neste momento, não sei… um local?…um grupo de pessoas?…uma escola?…uma ONGD?…Posso no entanto pensar…o que significou para mim trabalhar e ser voluntária no ISU e através do ISU? Assim as coisas parecem mais fáceis…Vamos ver como se comporta o meu teclado!

Conheci o ISU…não me lembro como!lol (começa bem) lembro-me bem da Luísa, da Mónica, da Bárbara, da Alexandra, do Horácio, da João, da Ana Filipa e claro lembro-me sempre da nossa Rosário será que ainda aí está? E depois do nosso grupinho de voluntários ou futuros voluntários (éramos uns traquinas!heheeh)

Lembro-me também que tinha acabado de chegar a Lisboa e acho que o que me levou ao ISU foram os projectos Nô Djunta Môn…depois disso o ISU foi tanto mais! Foram horas, dias, meses e até anos de conversa, de discussão, de abertura para um mundo que eu pensava conhecer e saber criticar. Pois bem…não conhecia, e agradeço desde já aquelas frases feitas, aquelas ideias preconcebidas que nos lançavam como quem já sabe o que vamos perguntar!

Para mim o ISU foi um espaço onde encontrei a minha família durante esses anos, lembro-me de passar 3 meses em Lisboa sem ir a casa, e os meus pais e amigos me perguntarem constantemente: mas o que fazes tu em Lisboa? Adorei conhecer o ISU, (agora parece que falo de alguém…eu não disse que não sabia o que era o ISU!)

Tenho pena de já não fazer parte dessa família ( nem as cotas tenho em dia…), sinto falta da vida de Isuita, das aspirações, das indignações, dos sonhos feitos realidade, dos maus e bons humores, do trabalho e das festas, dos almoços na sala de formação a ver as notícias do canal 1. Dos projectos com sucesso e daqueles com menos sucesso (nunca mais me esqueço da Responsabilidade Social das Empresas…lembras-te Horácio? Que filme!

Obrigada ISU (o local e as pessoas)por existirem e por terem existido para mim e para aqueles que beneficiam!!

Até dia 21!!!!

Joana Gonçalves
Voluntária do NDM 2002 e 2004 em Cabo Verde
Formadora do CFV
Responsável pelo projecto de responsabilidade social

14 11 2009
Elisabete Correia

ISU!
Estás de Parabéns pelo teus 20 anos. Ainda és um jovem mas os teus projectos, ideias e a quantidade de pessoas que cresceram à tua volta e contigo fazem de ti quase como um avô muito querido.
Também eu tinha 20 anos quando te conheci, em 2003. Na altura não sabia bem quem eras, apenas sabia que havia um Curso de Formação Geral de Volúntários na ESE de Viana do Castelo. Sabia também que, após esse Curso se iria formar um grupo de voluntários para realizar um projecto em África, mais concretamente na Guiné-Bissau. Ora estando eu no 3º ano de Enfermagem, e sendo um sonho meu participar num projecto de voluntariado em África lá me inscrevi no Curso apesar de inicialmente ter pensado que se calhar não iria aprender muito de novo, pois sempre que considerei uma pessoa com espírito voluntário.
Fiquei um tanto ou quanto desanimada quando me apercebi que nesse ano havia cerca de 60 pessoas inscritas (não sei precisar se éramos assim tantos mas o meu grupo tinha cerca de 30 pessoas).
Escusado será dizer que adorei os temas, os debates de ideias e a forma como a Fátima Amorim (coordenadora do curso e uma pessoa fantástica) colocava questões que pareciam abalar os nossos conceitos do que é, realmente, ser voluntário.
Findo o curso tive a honra e o prazer de participar no projecto Nô Djunta Mon 2004 na Guiné-Bissau. Ainda hoje me dá umas saudades ao lembrar esse país fantástico que é a Guiné-Bissau, as pessoas, os locais, as peripécias do nosso grupo (que eu irei considerar para sempre como meus amigos mesmo que os anos passem e a distância e a vida nos separe),…
Foi a minha única experiência num projecto desta natureza embora tenha colaborado mais cerca 3 anos como formadora nos Cursos seguintes.
Apesar da minha inexperiência na área da formação adorei ser formadora no curso geral porque no fundo me revi nos “novos” voluntários: tão motivados e ao mesmo tempo com tantas ideias pré-concebidas erradas sobre o que é o Voluntariado!
Sinto que o meu percurso como voluntária do ISU não ficou completo, pois eu desejava ter feito mais. Contudo, a minha vida profissional, mais concretamente o meu vínculo precário inicial não me possibilitaram participar em mais projectos…
Neste momento exerço um tipo diferente de voluntariado no Corpo Nacional de Escutas ao qual pertenço há 17 anos e onde sou Dirigente desde 2007.
Resta-me apenas dizer: OBRIGADA ISU!
- Pelas coisas que aprendi,
- Pelos fantásticos momentos que vivi,
- Pelas maravilhosas pessoas que conheci!

Elisabete Correia
Voluntária do ISU-Viana 2003-2006

14 11 2009
Isabel Goulão

Deixem-me ver se ainda me lembro. Vendo bem, foi há vinte anos, valha-me Deus. De que posso falar quando me lembro do ISU? Da sede onde dei formação de Português, de gente altruisticamente generosa, da vontade de ajudar, de integrar, de apoiar quem, vindos de países ainda com fumos de guerra, aqui chegavam com vontade de aprender e porventura regressar mais solidários e com mais conhecimentos.
Já passaram muitos anos e já não lhes recordo os nomes. Lembro-me sim de um imenso optimismo e de gente alegre. A muitos, já lhes perdi o rasto, mas constato com satisfação que muitas outras gerações continuam o trabalho de generosidade que outros começaram há vinte anos e no qual tive uma ínfima participação.
Foi em 2002 que, no âmbito das minhas actividades profissionais, tive o gosto de dar formação na área de organização de bibliotecas a jovens voluntários com a missão de instalar uma biblioteca na Guiné e Cabo Verde.
Se os vir, no próximo Sábado, hei-de perguntar-lhes se ainda precisam da minha ajuda.
Foi pouco o que fiz pelo ISU, nada comparada ao que o ISU fez por mim enquanto ser humano.
Até breve, então.

Isabel Goulão
Voluntária no apoio aos estudantes 1989

14 11 2009
Artur Sousa

A experiência de dois meses num país africano, em voluntariado, ao serviço dos outros marca para sempre as mentalidades. O que se recebe é muito maior do que o que possamos dar.

Artur Sousa
Voluntário do NDM em Cabo Verde em 1999

14 11 2009
Katia Coreia

Muitos parabéns ISU!

Marcaram a vida de muita gente, incluindo a minha.
Guardo as experiencias que passei na vossa companhia com muito carinho.

Conheci-vos através do Ely Araujo, há quase 10 anos, numa altura em que estava a precisar de me abrir ao mundo. Sentia uma grande necessidade de pertencer a algo mas nenhuma organização soube cativar-me e acolher-me tão bem como vocês.
Comecei por participar em alguns convivios e encontros temáticas e cheguei mesmo a colaborar na organização de algumas actividades, tais como o memoravel encontro de estudantes em Coimbra, e como voluntária dei explicações de métodos quantitativos no vosso escritório da Rua do Possolo.

O meu objectivo nunca foi participar num projecto em Africa, mas sim colaborar no vosso dia-a-dia, pois sei que é graças às mais pequeninas coisas que as grandes se concretizam.
Lembro-me com carinho de todo o processo de se criarem amizades com pessoas que até hoje considero grandes amigas e a transformação que se deu em mim, ao tornar-me numa pessoa mais confiante, optimista e com fé nas pessoas, tudo isto por conhecer tanta gente disposta a ser solidária e amiga.

Tenho pena de ter-me distanciado de voces, mas na vida há um tempo para tudo. Fico contente por ver que outras pessoas vieram “tomar o meu lugar” e fazer parte do ISU, que hoje vejo como uma teia que não pertence a ninguem, que foi e está a ser construida com a ajuda de todos os que por lá passaram e que certamente continuará a crescer. Este é o meu sincero desejo.

Obrigada por tudo e muitas felicidades!

Kátia Correia
Estudante acompanhada pelo GAE
Estagiária Curricular do GAE

14 11 2009
Cristina Ferreira

Parabéns ISU!!!
Foi um prazer participar no projecto Nô Djunta Mon 1999 na Guiné-Bissau, há exactamente 10 anos. Este projecto tornou possível conhecer outros” modus vivendis” e realizar uma experiência única da minha vida. Guardo óptimos “rebuçados” do colorido xadrez étnico e cultural do povo guineense (Caldo de Mancara, os deliciosos mangos, a musica de José Carlos Schwarz, os professores de Bissau, Avó Berta, a varanda da Pensão Central, a chuva, o verde da Bolanha,…) e como foi importante viver em grupo, durante dois meses, pois tínhamos que prepara as aulas de formação aos professores com as dificuldades de falta de eléctrica, mas como alternativa usávamos velas e ficávamos a trabalhar até à uma da manhã; as idas às compras; as discussões por causa da limpeza da casa; o susto com a Joana; a caminhada nocturna, iluminada pelos relâmpagos, no meio do mato em Suzana; os fins-de-semana passados em Canchungo a pintar a escola e a convivência com o outro grupo de voluntários. Momentos únicos e inesquecíveis. Na constância desta experiência ainda fiquei vinculada ao ISU durante alguns anos como formadora no Centro de Formação para o Voluntário, experiência igualmente enriquecedora, que permitiu contribuir com a minha experiência na formação daqueles que iam partir em missão. Com o ISU intensifiquei o meu “apetite” por África e principalmente pela Guiné-Bissau, país que está sempre no meu coração e onde voltei há dois anos e senti-me em casa.
Desejo ao ISU votos de longa vida e cheia de projectos em prol da Cidadania Universal.

Cristina Ferreira
Voluntária do NDM em 1999
Voluntária da Equipa de Financiamento 2000-20001

15 11 2009
Margarida Ribeiro

ISU…

Tenho tanto a agradecer-vos. Permitiram-me um ano muito bom na Irlanda do Norte onde aprendi tanto e conheci tanta gente interessante. Sinto que pude contribuir para o projecto que estava integrada e que no ISU fizeram tudo para que este ano fosse inesquecível.

Uma amiga já me tinha falado muito bem do ISU e por isso decidi que o ISU seria a minha ONG de envio para a Irlanda. Correu tudo muito bem, o processo foi rápido e senti-me preparada para ir.

Agora vivo em Espanha e não poderei estar presente na comemoração, infelizmente. Mas desejo-vos toda a sorte do mundo!

Margarida Ribeiro
Voluntária SVE enviada pelo ISU

16 11 2009
Cristina Rodrigues

Tenho o costume de dizer que uma vez ISU, “Isuiano” para sempre. Quem acreditou, quem sentiu e experimentou nalgum momento do seu caminho o ISU, jamais o esquecerá. Um dia ele contribui para a nossa construção enquanto seres humanos, permitiu um crescimento mais reflexivo, uma crença na riqueza da partilha, transformando as nossas vidas. Impulsiona a nossa luta contra a (in)diferença, a nossa acção mais interventiva e flexível no nosso quotidiano e no nosso planeta.
9 anos passados desde que me iniciei no ISU, tenho-o sempre presente, mesmo estando mais distante. Sei que hoje muito de mim, é um espelho daquilo que o ISU me permitiu vivenciar, experimentar, reflectir e descobrir. Obrigada ISU. Por isto e muito mais, ele acompanhar-nos-á sempre.
É uma “força”, uma alavanca para uma caminhada diária mais sábia, mais rica e grandiosa.
Parabéns ISU pelos 20 anos, continua por muitos mais…és necessário

Cristina Rodrigues
Voluntária do ISU Viana desde 2001
Formadora do NDM Viana

18 11 2009
Rita Andreia Passinhas Santos

Participei num programa de voluntariado em Moçambique, no ano de 1995.
Foi um projecto muito interessante, que me deixou marcas fortes e mudou a minha maneira de ver o mundo de forma irreversível.
O contacto com as gentes que, apesar de pobres, nunca perdem a força de viver e a vontade de estar com os outros em paz e harmonia…cantando, dançando sempre, faz-nos pensar quão frágil é a vida e para quê, por vezes, dar importância a coisas que não têm nenhuma e tão pouca a coisas simples como olhar nos olhos de quem se ama.
Aproveitar a vida sem limites e tentar ajudar sempre quem mais precisa.
Com esse projecto, com toda acerteza, não mudámos o mundo mas torná-mo-lo bem melhor, quer para nós quer para quem desses momentos partilhou a emoção e o sentimento de entreajuda que se viveu naquelas semanas tão intensas!
Estou muito feliz por ter participado do projecto, principalmente porque, hoje em dia, me considero uma pessoa MELHOR. Graças a vocês.
Muito Obrigada!

Rita Santos
Voluntária em Moçambique em 1995

18 11 2009
Frei Paulo Duarte

A todos os Paz e Bem!

Uma palabra de apreço pelo presente e pelo passado, pelo ISU de hoje e de ontem, pelos valores que sempre souberam transmitir a todos os que deles necessitram de ajuda ou de um gesto amigo e solidário.

Conheci muitas pessoas de grande “ALMA” que ajudaram muitos jovens da guiné a terem esperança no futuro! Vi jovens que lhes cairam lágrimas pela ajuda recebida, que sem ele não seriam hoje homens e mulheres que caminham pelos seus próprios pés!

A todos os que ainda fazem parte do ISU e aos que já deixaam por motivos proficionais, ou outros, quero manifestar a minha profunda admiração pelo vosso trabalho em pol dos jovens deste “tchon” Guineense!

Com amizade e gratidão!

Fr. Paulo Duarte, ofm
Franciscano Português em Bissau

18 11 2009
Mariano Quade

ISU! passados 20 anos, a missão que tem levado acabo tem sido um apoio necessário junto daqueles que mais necessitam, não pode haver causa mais nobre que esta. Um muito obrigado a todos aqueles que compreenderam que auxiliar aqueles que se encontram numa situação de carência é uma forma de contribuir para uma sociedade mais equilibrada e que muitas vezes de forma incondicinal abraçaram o Projecto ISU.

Mariano Quade
Estudante voluntário do GAE
Formador dos Projectos NDM

18 11 2009
E.Vilela

Já tentei vários textos e…nada! (Se estivesse a escrever em folhas de papel já tinha a cesta cheia).
Cheguei a simples conclusão.Há certas coisas na vida que foram feitas para serem experimentadas…nunca explicadas.
Pra os que não sabem do que estou a falar, só há uma maneira: EXPERIMENTEM!!!!

…Pela experiência ,pelo carinho,pela força,pelo apoio,por tudo…
o meu OBRIGADO ISU!…
PARABÉNS!!

Sisa Vilela
Estudante acompanhado pelo ISU
Voluntário no ATL

19 11 2009
Susana

Parabéns ISU!!! Pelo aniversário, por todas as pessoas que fazem o ISU, pelos valores, pela formação transformadora, pela crença, pela oportunidade de crescimento que dás a todos aqueles que por aí passam…
Escrevo de Mansoa, na Guiné-Bissau! Estou no 2º projecto de cooperação na Guiné, depois do “No Dunta Mon” do ISU, em 2008. Tenho hoje a certeza que esta experiência mudou a minha vida, que estava a seguir um rumo que nada tinha a ver com este… Por tudo isto, o ISU está no meu coração e será para mim sempre uma referência. A todos, mas principalmente aqueles que me acompanharam desde o dia da inscrição no ISU, até hoje: No Sta Djunto!!!
Grande festa dia 21!

Susana Costa
Voluntária do NDM 2008

21 11 2009
Vanda Lacão

Um grande abraço minha Amiga ISU :D Com saudades! Força aí, nessa missão!

19 11 2009
Mafalda Leitão

Parabéns ISU.
Para mim ficará sempre na memória pelo apoio solidário que fez com que a minha tese de mestrado arrancasse, continuasse e findasse…
É, também, de facto, graças ao ISU que a consegui fazer pois disponibilizou-me contactos de pessoas que tinha feito o curso de voluntariado e que, a par da sua profissão, faziam na altura (em 2003) voluntariado (ora era precisamente esta a população alvo que me interessava para a minha tese). Assim, pessoas que não me conheciam deram-me um pouco do seu tempo, abriram-me as portas das suas casas, falaram comigo com todo o prazer e falaram-me de outras pessoas que me falaram de outras pessoas…
Fiquei com a melhor das impressões e para sempre agradecida! Para além disso claro que há todo o trabalho do ISU e experiências de formação que possibilitam e que marcam as pessoas na sua trajectória de vida e na relação com os outros. Bem haja!
Mafalda

20 11 2009
Marta

“Já estou antes de chegar, e ainda ficarei depois de partir”

O ISU faz parte de mim.
Através do ISU fui voluntária na Guiné-Bissau 2 meses, depois 1 ano, depois outro ano. Muuuuuuitas marcas em 2 anos e 2 meses. A Guiné faz parte de mim, ganhei uma casa, uma familia.
Através do ISU trabalhei 18 meses na sede em Lisboa, na comunicação e cooperação, ganhei competências, experiências, desenvolvimento profissional, social, pessoal…
Através do ISU estou a trabalhar em Cabo Verde há quase um ano, e as aprendizagens, desenvolvimentos e encontros continuam.
Através do ISU Sou
em constante transformação por “bons” caminhos
esforço-me por valorizar o pequeno e o grande
amo o próximo e os lugares
não dou nada como adquirido
E encontro pessoas que acreditam e se esforçam com uma dedicação impressionante.
Obrigada, abraço gigante a todos nesta data querida, muitas felicidades e muitos anos de vida sempre com a alma a cantar.
Uma salva de palmas para os meninos e meninas ISU!

20 11 2009
Maria Dias Pinto

Conheci o ISU no meu primeiro ano da Faculdade, quando fiz a formação geral – na altura no IPJ de Moscavide.

Participei em vários projectos nas diferentes áreas: Nô Djunta Mon na Guiné-Bissau (duas vezes), Alta de Lisboa e Gabinete de Formação.

Quando acabei a Faculdade fiz um ano de SVE (através do ISU) em Antuérpia. Desde então acompanho o ISU à distância (cheia de saudades e sem que alguma vez tenha conseguido arranjar um “substituto”), porque vivo na Holanda.

Fui formada pelo ISU mais do que por qualquer escola ou trabalho que tive na vida. Sou uma profissional, uma cidadã e uma pessoa “marca ISU”.

Aprendi a trabalhar no ISU, onde a falta de recursos não impede que se façam as coisas, onde todos têm a humildade de partilhar as tarefas mais pequenas e a coragem de se atirar às mais difíceis. Aprendi a dar um sentido ao meu trabalho, a assumir a responsabilidade pelo meu contributo, a respeitar o trabalho dos outros. Aprendi que é a reflexão que fazemos juntos àcerca de um projecto E as acções que levamos a cabo para o concretizar que fazem com que ele aconteça – e que uma destas coisas sem a outra não leva a lado nenhum.

(Como diz a Ana Filipa no testemunho dela, qualidades tão raras na maioria dos ambientes de trabalho – e tão naturais no ISU.)

Aprendi que o trabalho de cooperação tem de ser estruturado e eficiente, e não só bem intencionado. Que a solidariedade social não é um favor que fazemos a ninguém, nem sequer é (só) motivado por uma noção básica de justiça – é um requisito essencial para conseguirmos um equilíbrio que nos é essencial a todos. E que não é um caminho de sentido único mas um esforço conjunto, de aprendizagem mútua, em que todos damos e todos recebemos.

Tive contacto com realidades diferentes da minha, aprendi a lidar com as diferenças, a integrar-me mantendo a minha identidade – experiência fundamental para quem acabou por vir trabalhar e viver longe de Portugal. Fiz amigos para a vida.

Tenho muita pena de não poder estar convosco na festa dos 20 anos!

Um abraço muito amigo cheio de gratidão e saudades ao Tozé, à Mónica, à Tia Madalena (que me pegou o vício), e a todos os que junto com eles e comigo fizeram e continuam a fazer o ISU!

Maria Dias
Voluntária do NDm e 2001 e 2002
Formadora do ISU desde 2001
Projecto SVE em Antuérpia
Menbro do Conselho Consultivo

20 11 2009
Silvia Azevedo

Apesar de ter adiado este testemunho, penso que seria uma grande falha para com o ISU não me manifestar por altura do seu 20º aniversário.
Conheci o ISU em 2001 por ser uma entidade parceira de outros projectos em que participei e que me “levaram” para a minha querida Guiné-Bissau. Quem me conhece sabe que não foi evidente perceber o grau de entrega que o ISU “espicaçava”, mas à medida que fui “ficando pelo ISU”, acabei por entender a dimensão que este permite incutir naqueles que enveredam por um projecto de voluntariado para a cooperação e, acreditem… marca pela diferença!
Já aqui se referiram ao ISU enquanto”oportunidade de vida e de sonho”, “ponte humana”, “crescimento”, “aprendizagem”, etc. etc, mas se me permitem eu vou “roubar” a expressão “escola de vida”! Não, não pensem que é por ser professora e por ter a mania das pedagogias , mas por reconhecer no trabalho do ISU o seu carácter formativo que complementa aquilo que a educação formal não consegue proporcionar nas escolas. Há quem lhe chame competências pessoais e sociais que nos conduzem a um crescimento efectivo enquanto cidadãos numa sociedade em desenvolvimento. Eu prefiro chamar-lhe forma- de -estar consciente na vida, algo que se aprende e que o ISU consegue ensinar de um modo muito particular, tocando e despertando aquilo que cada um de nós desconhecia dentro de si mesmo…

Não sei se consegui assimiliar os “30 pilares” que a Mónica gostaria , mas acreditem que me esforcei … e em Viana, com a “Fátima Furacão” não tive alternativa, ou era voluntaria do ISU… ou era voluntaria do ISU . Foi também com ela que passei a utilizar a expressão “não há nada mais forte do que o coração de um voluntário”!

Cada um dos projectos que acabei por desenvolver com o ISU Viana ou com o ISU Lisboa, quase todos em parceria com o GEED (ESE Viana do Castelo), constituíram momentos de aprendizagens únicos ao nível do voluntariado, da cidadania, da cooperacão e do desenvolvimento de projectos, conhecimentos que aplico no meu dia-a-dia, nomeadamente na minha profissão com os meus alunos, e é com orgulho que digo que é revivendo cada percurso efectuado com o ISU, não esquecendo aqui o papel do GEED que encontro muitas respostas para cada desafio profissional, pessoal e social. Por tudo isso OBRIGADA ao ISU e a todos os “isunianos” que se cruzaram na minha vida, pois acreditem que me deixaram muito e espero ter estado à altura dos vossos valores e princípios.

Silvia Azevedo
Diagnóstico do NDM na Guiné em 2003
Formadora do ISU Viana desde 2003

20 11 2009
Margarida Silva

Hoje estou no Namibe – Angola…
Ainda hoje dei uma formação sobre “Interculturalidade” ao grupo que actualmente coordeno, formação essa que me foi veiculada no ISU…
Hoje mesmo, a muitos quilómetros de distância, umas velhas cópias do ISU que circularam, ainda com o seu símbolo original, colocaram muitas pessoas a reflectir (incluindo eu) e a crescer… individual e socialmente…
Hoje escrevo porque há quase 10 anos que fui contagiada por esta “filosofia” e prática do ISU e coincidência ou não, ela continua presente na minha vida e no meu trabalho… E lá continuo a disseminar mais uns princípios, tal como fizeram comigo… Porque continuo a acreditar que a “Escola” do ISU ainda é a melhor nestas questões de Voluntariado, Cooperação e Educação para o Desenvolvimento…
E o ISU somos todos nós, uns mais do que outros, mas acima de tudo são as pessoas que lá vão passando e ficando… Obrigada a todos os que são ISU!

Margarida Silva
Projecto NDM em 2000
Formadora do ISU desde 201

21 11 2009
Madalena Oliveira Dias

Que difícil testemunho…
O ISU está de Parabéns!
A marca do ISU é a formação (para o desenvolvimento?)! Formação, formação, formação!!! E por isso transformou tantas vidas!
Cresci com o ISU. Deve ser por isso que tenho tanta dificuldade em lembrar-me de como era antes… Fui ver ao meu curriculum e descobri que o meu primeiro contacto com o ISU foi em 1993!!! Preparação para o projecto em Cabo Verde! Como? Perguntaram-me se queria ir 15 dias a Cabo Verde, participar num curso de formação que incluía aulas de saúde (estava na altura no 3º ano de medicina), costura e culinária, além de actividades com crianças, filhos das participantes do curso. Era um curso muito bem organizado! Eu levava as aulas de amamentação, planeamento familiar e uns tema de primeiros socorros quase prontas! Era só chegar e apresentar!!! Finalmente acabei a dar aulas de costura e ainda hoje recordo com muito gosto a gratidão das participantes!
Foi assim que o ISU me começou a transformar! O que precisam, o que pediram foram aulas de costura!!!! E assim, escreveu-nos mais tarde uma das participantes, com o que aprendeu nas aulas de costura, fez roupa para os filhos e pode poupar o suficiente para comprar uns sapatos novos! Vale a pena estar atento para perceber o que nos pedem!
Moçambique em 1995,
Angola em 1998 (1º NDM), aprendi imenso com o NDM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Timor em 2000 (nesse projecto era a única do ISU… a ONG era outra)!

Ficou a vontade de participar mais, de aprender mais! De manter sempre alguma ligação ao ISU!

Nas variadas actividades do ISU em que participei fui assimilando muitas noções importantes… Quantas pessoas extraordinárias pude conhecer por ter aprendido a estar atenta àqueles que só têm trapos para se vestir.

Enfim, as pessoas que conheci no ISU e a formação que me foram dando, contribuíram, evidentemente, para que eu esteja actualmente a viver em Moçambique, onde trabalho, como médica, oncologista, no Hospital Central de Nampula! Alguém quer vir dar uma ajuda?

Obrigada!

Madalena

11 12 2009
Cláudia Henriques

Olá Madalena! Estás em Moçambique?! Mulher coragem… Cláudia, Angola 98, saúde materno-infantil, escoteiros, maternidade do Lobito… magníficos 2 meses, um marco na nossa vida, sem dúvida… penso que para todos, que os vivemos. Fica bem, um beijinho. Um beijinho para a mana Mónica, também. :o )

21 11 2009
Eugénia Brito

Obrigada, ISU, por me ensinares a viver com mais atenção, com mais sorrisos, com mais paz!
Espero que haja sempre alguém com vontade de te continuar. Tenho pena por estar circunstancialmente afastada, mas sei que voltaremos a cruzar-nos!
Obrigada a todos pela arte da partilha!
Obrigada por me darem a oportunidade de conhecer o paraíso de Béli, lá no coração da Guiné, onde os batimentos cardíacos das pessoas se confundem com o respirar das árvores e um constante sussurro da terra.

Parabéns, ISU!

Eugénia Brito
ISU Viana
Projecto NJM 2007, Guiné-Bissau

21 11 2009
Ninfa Arlete

Parabéns ISU!

Obrigada por me ajudar a realizar um dos meus sonhos “Licenciatura em Informática de Gestão”.
Para a minha licenciatura contribuiram, de alguma forma, o ISU e várias pessoas, a quem desejo expressar os meus agradecimentos pelas contribuições e pelo incentivo. Destas destacam-se:
Leonor Centeno, que me ajudou a concluir o 12º Ano, deu-me explicações de Matemática;
Maria Gois, que me deu apoios morais;
Luísa, que escreveu a carta e beneficiei de isenção de propinas durante a minha licenciatura no ISLA;
Mónica, que me ajudou a conseguir o visto de estudo;
Finalmente, gostaria de agradecer as pessoas que conheci no ISU e a ajuda
que me deram, evidentemente, fizeram diferença na minha vida.

OBRIGADA!

Ninfa Arlete
Estudante acompanhada pelo GAE 2000-2004

21 11 2009
Vanda Lacão

Parabéns a todos os que têm dado o seu contributo para que o ISU continue a existir, a actuar, a ajudar, a desenvolver, a criar, a consciencializar… tão inúmeros os verbos quanto a importância da sua existência.
Todos nós, cooperantes e amigos, sentimos e levamos connosco momentos da nossa experiência proporcionada pelo ISU, por isso me junto a esta comemoração em que todos nos sentimos orgulhosos por portencer! :)

No meu caso em particular, quando penso no ISU.. penso no sentido que fez na minha vida quando procurei ser voluntária sem saber bem os porquês. Encontrei gente com garra, com atitude, com profissionalismo e com uma grande mensagem «(in)formar para mudar». Desde então dei as mãos ao ISU nessa grande vontade de promover a cooperação e o desenvolvimento, compreendo o sentido do voluntariado e da importância de consciencializar para mudar. Quis mergulhar mais e dei as mãos com uma das maiores e melhores experiências da minha vida, Nô Djunta Mon. Mais do que um projecto de cooperação para o desenvolvimento, um desafío pessoal (e de grupo).
Impossível dividir a qualidade de acção social que o ISU promove, do sentimento grande e especial que deixa em cada um de nós que já passámos (ou passamos) por Ele, que já «vestimos a camisola» com dedicação e vontade, e que já a despimos com orgulho.

Termino com aquela frase que já tanto ouvi, senti e gritei:

OBRIGADA ISU

(Obrigada a todos os que foram/são ISU)

21 11 2009
José Carvalho

ISU!

Era eu um miúdo de 20 anos e tropecei no ISU em Viana do Castelo. Uma formação ligada ao Voluntariado, aconselhada por uns Padres Carmelitas que achavam que eu deveria aprofundar os meus saberes no mundo do Voluntariado.
E assim foi, com formadoras com tantas coisas para dar e partilhar como horas de autocarro e comboio, saíam de Lisboa todos os fins de semana para dar a formação em Viana (Mónica e companhia), entrei no ISU e conheci a Guiné-Bissau que mudou por completo a minha vida.
Foi também assim que criamos o Núcleo do ISU de Viana e conheci muita gente “boa”.
E foi também assim que voltei muitas vezes à Guiné e a muitos outros sítios, não só com ISU mas sempre com o ISU.

Obrigado!

José Carvalho

Voluntário do ISU

21 11 2009
Joana Branco Lopes

O ISU é aquela casa em que entro e onde sei que posso gritar um grande OLÁ, sem ouvir um “xiuuuuuuuuu” a seguir! :) Cheguei ao ISU há 2 anos, altura em que esta organização cumpria a maioridade e o NDM fazia 10 anos… Senti-me em casa desde o primeiro dia, com as pessoas e com a forma de estarmos no ISU. Esta é a casa onde volto, antes e depois de Cabo Verde, e onde é possível reflectir e crescer livremente, com a certeza de que gostamos de fazê-lo uns com os outros e umas com as outras. Hoje é dia de Festa, festejemos as pessoas que construíram e continuam a construir o ISU, reconheçamos as fraquezas e valorizemos a força com que cada pessoa do ISU se entrega à vontade de transformar o mundo e a si própria. Parabéns ao ISU, ao Sr. ISU (como lhe chamam os nossos amigos da terra da morabeza) e muitos anos de vida, cada vez mais felizes e sempre seguros da sua missão. Agora vou a correr comemorar convosco! Até já :)

21 11 2009
Ana Miranda

Pela mão de uma amiga cheguei ao ISU, rapidamente a minha mão foi passando por tantas outras mãos, cada uma com a sua textura, cada uma com a sua história. E com cada mão fui aprendendo, aprendendo a viver “desta forma”…a viver em permanente transformação, entre sensações mais e menos felizes mas com a segurança de estar “entre mãos”. E foi assim que passei pelo ISU de mão em mão. Mãos que me moldam e deixam as suas marcas. As minhas mãos aprenderam a reconhecer a responsabilidade de do que é estender a mão a outra mão, e em muitas situações a dar a mão à palmatória.

E também eu levo essas mãos até outras mãos. E assim vou me sentido em casa…com o sorriso aberto que me é retribuído quando digo que sou voluntária do ISU. Pois onde o ISU põe a mão deixa marca, é essa a qualidade desta “Escola”.
Nestes 20 anos ISU quero dar os Parabéns a todas as mãos do ISU e a todas as mãos que o ISU tocou.

21 11 2009
Filomena Correia

O ISU é uma escola de valores mais importantes que uma sociedade pode precisar para o seu desenvolvimento, é a herança mais valiosa que um pai ou mãe pode deixar para o seus filhos. A palavra “no djunta mon” é uma ordem a cumprir
Obrigada

24 11 2009
Ruth Silva

São poucas as vezes que por internet, publicamente, deixo minhas palavras, no entanto com esta iniciativa pareceu-me que era tempo de deixar algumas por aqui…mesmo que sinta que serão sempre poucas as que encontrarei para um testemunho.
O ISU, é tudo o que já foi dito em muitas das palavras ditas por outros, e seria difícil acrescentar algo que seja mais profundo, mais autêntico ou que abarque uma outra perspectiva distante do já dito.
O ISU, são as pessoas, todos nós que nestes vinte anos por ele passaram, que em “ele” deixaram um pouco daquilo que são e que seguiram seu caminho com consciência da sua riqueza por “o” haver conhecido, vivido e sentido…o ISU.
O ISU, são as gentes do mundo que se juntaram num acreditar ser possível, de projectos, de núcleos…de conquistas.
O ISU, sou eu que escrevo, és tu que lês e todos os demais que longe ou perto, estão presentes.

E de longe envio minhas palavras que me fazem sentir mais perto!
Para todos…muitos parabéns! :) :)

24 11 2009
Francisco Pedro

O ISU

- Fez-me conhecer muitas pessoas fantásticas, umas fugaz, outras intensamente, com quem me espero continuar a cruzar muitas e muitas vezes.

- Fez-me ter umas batatas a passar-me pelas mãos, querendo que eu filosofasse sobre isso (lamento, fui mesmo incapaz).

- Deu-me a conhecer as gentes e as músicas e as bolanhas e as comidas e as tabankas e os sorrisos da Guiné-Bissau.

- Deu-me a experiência de ser formador, um talento que todos temos a desenvolver.

- Fez-me tantas vezes percorrer, a andar ou a correr, sob o sol escaldante ou a chuva intensa, mas sempre com muita vontade, esse caminho desde o Rato até à Travessa do Possolo (e como custavam os 3 andares de escadas, para terminar em grande).

- Proporcionou-me longas e intensas e produtivas horas de discussão e tantos outros momentos de partilha – coisas boas e que nos fazem crescer.

Pois, por isto e por tudo o resto, muito obrigado :)

Da minha parte, desejo que o ISU e o Nô Djunta Mon continuem sempre a levar a malta a questionar esta sociedade que temos – e que não escolhemos. Que o NDM não seja apresentado como uma pequena forma de mudar o mundo, mas antes uma grande forma de mudar as mentalidades de quem participa. Que nos faça pensar e rebelar, nos ensine coisas e motive a procurar as nossas próprias formas de intervir socialmente. Que nos leve não só a acreditar que “um outro mundo é possível”, mas a exigir esse mundo mais justo, a lutar por ele, a construí-lo.

Parabéns a todos!
Até já!

Francisco

24 11 2009
Luciana Azevedo

Olá a todos!
Sou voluntária do ISU, núcleo de Viseu desde que nasceu.
O auge da minha “carreira” como voluntária do ISU foi este ano na continuidade do projecto NDM na ilha do Fogo em Cabo Verde.
Entrei no ISU por ouvir tantas vezes a Fátima a falar dos projectos na Guiné e todo o enriquecimento pessoal que trazia consigo. Fui uma das pessoas a perguntar-lhe o que sentiu lá, sem resposta. Agora entendo-a. Depois da oportunidade de realizar este projecto, e depois da chegada cá a Portugal também reparei que não conseguia expressar os sentimentos sentidos lá em Cabo Verde, ou quando o tentava fazer, ficava com a sensação que ninguém os entendia.
Este projecto realmente mudou a minha forma de estar. Desde que vim, não há um dia que não me lembre daquelas pessoas, do prazer que tive em dar formação, da revolta que trouxe comigo pelas injustiças sociais vistas mais de perto.
Este projecto mudou a minha vida, pela ambição que ficou para realizar mais projectos, com um desafio maior, e desta vez como enfermeira, uma vez que finalizo o curso daqui a uns meses.
Sei que a grande culpada desta ambição, é a Fátima, esta mulher incansável e lutadora pelas causas humanas.
Deixo um grande abraço a todos os voluntários do ISU que acreditam nas igualdades sociais.
Luciana Azevedo.

1 01 2010
Rute Isabel

Olá ISU :)

é com um grande sorriso e satisfação que sempre vos recordo!

Passaram-se 2 anos que vos conheci e, desde então, tornei-me voluntária dos vossos projectos onde aplicas, desenvolves e transmites sabedoria com o sucesso que dá sentido à vossa existência.
Convosco aprendi muito, deste-me oportunidade de viver novas experiências que foram únicas e importantes no meu percurso. Convosco estou e continuarei a dar o meu contributo, mesmo que seja à distância, há sempre muito que podemos fazer!
ISU, saúdo-vos com votos de que a vossa actividade continue a marcar a diferença em todos os que em ti estão envolvidos e pelos muitos mais que hão-de vir… ;)

Aquele abraço bem grande,

Rute
(Porto)

4 01 2010
Félix Esménio

A minha passagem pela direcção do ISU foi breve e em circunstâncias porventura diferentes da maioria dos voluntários.

O espírito que me animou, porém, bebeu do mesmo caldo de valores que a maioria dos “isuítas” partilha. No essencial, a busca da harmonia com o nosso semelhante e com o mundo em que vivemos. Não uma comunhão formal ou aparente, mas uma comunhão substantiva e consciente. Dito de outra forma: uma certa maneira de olhar e construir a ecologia humana, no respeito pelas diferenças, perscrutando sempre os laços da solidariedade activa.

Destaco, nesta minha passagem pelo ISU, a frescura generosa dos voluntários. Estes, para além das afirmações de princípio e dos votos bem intencionados, conseguem realizar a sua alegria de viver na dedicação a projectos concretos, desde a cooperação com África ao apoio aos mais desfavorecidos, com especial enfoque na integração de estudantes universitários e no acompanhamento de crianças em idade escolar, “desamparadas” em bairros sociais.

A solidão e a pobreza extrema são as formas mais cruéis de viver em comunidade. Por vezes, o desafio de maior exigência, mais do que brilhantes elucubrações intelectuais e do que grandes desígnios políticos, é a afeição às pessoas que nos rodeiam, lato sensu.

Os jovens, principalmente os jovens, estão sempre disponíveis para abraçar causas com sentido. Não existem gerações rascas. Cada pessoa, em determinadas condições, é capaz do melhor e do pior. Instituições como o ISU, mau grado os constrangimentos, podem ajudar a mobilizar e a potenciar a sua inteligência emocional, a sua generosidade e as suas competências operativas. No voluntariado só existem ganhadores.

No início de 2010, e a propósito da comemoração dos 20 anos de ISU, não posso deixar de formular um voto: Que o ISU continue a ser uma escola de valores, com sensibilidade, ousadia e determinação, em prol dos mais desvalidos.

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